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© 2010 Dow Jones & Company Inc. Valor Online
06/09/2010

A farmacêutica Roche, da Suíça, lançou um programa de redução de custos que pode incluir demissões e uma reforma da área de pesquisa e desenvolvimento. Analistas esperam que os cortes cheguem a US$ 3 bilhões. A medida se tornou necessária depois que governos ao redor do mundo tomaram medidas para reduzir as compras de medicamentos caros em favor de genéricos.

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Novartis investe em inovação para crescer -


Mônica Scaramuzzo, de Boston
30/08/2010
  
Quais os novos desafios das indústrias farmacêuticas? Essa é uma das principais perguntas feitas por muitos laboratórios, em meio a um cenário global de altos custos e baixo retorno das pesquisas. A resposta não foge muito à regra. As grandes companhias do setor, se quiserem continuar relevantes nesse segmento, devem manter suas apostas em inovação.

A suíça Novartis faz parte do grupo de farmacêuticas que mantém o foco em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Com um pipeline (produtos em desenvolvimento) de 145 novos projetos, a multinacional teve 20 medicamentos aprovados nos últimos 10 anos.

O lançamento de novos medicamentos está cada vez mais restrito. Nos últimos anos, os registros de novos remédios no FDA (Food and Drug Administration), agência de vigilância americana, têm caído significativamente, enquanto os investimentos em P&D estão em alta. Em seu Instituto Novartis para Pesquisa Biomédica (NIBR, na sigla em inglês), a companhia está buscando um novo caminho para desenvolver novas drogas.

Segundo Adam Hiill, diretor de plataforma do NIBR, em Cambridge, nos EUA, os caminhos para se buscar a cura para um determinado distúrbio não partem mais de pesquisas em cima da doença em si, mas em descobrir o percurso que leva a ela. Com nove unidades espalhadas pelo mundo, o NIBR é composto por 7.000 "cabeças pensantes" e visa estabelecer uma "nova gramática" para as descobertas de novas drogas. A unidade de Cambridge, um dos principais centros de inovação da farmacêutica, conta com cientistas de todo mundo e parcerias com universidades. O instituto, onde antes era uma fábrica de doces, fica a poucas quadras de Harvard e também do MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos principais polos de inovação do mundo.

Dividido em quatro áreas de atuação, o NIBR indica quais são as doenças que serão pesquisadas, oferece por meio de suas plataformas a expertise necessária a cada equipe, define alvos e rumos do desenvolvimento da pesquisa, e cria mecanismos estratégicos para a divulgação das descobertas.

Terceira maior farmacêutica global em receita, com US$ 44,3 bilhões em 2009, a Novartis está entre as dez maiores multinacionais que investem em inovação, atrás do Google, Amazon, Apple e Facebook. Tradicionalmente, o desenvolvimento de um medicamento demora entre nove e quinze anos, com aplicação de cerca de US$ 1 bilhão. Geralmente, de 10 mil moléculas pesquisadas, uma apenas resulta em produto eficiente colocado no mercado.

Os estudos para uma nova droga se inicia com a identificação de uma proteína associada à doença. A partir daí, os laboratórios desenvolvem compostos químicos ou anticorpos que podem combater a doença. São quatro fases de desenvolvimento e pesquisas antes do registro final do produto. O caminho agora é encontrar mecanismo de atuação dessas moléculas, não a partir da doença em si. Uma mesma molécula poderá trazer resultados eficientes para a cura de um conjunto de males - não apenas de uma doença, explica Karen Moore, coordenadora da área de oncologia. Ou seja, a partir da descoberta de uma molécula para a cura de determinada doença, essa mesma substância poderá ser estudada para outros tratamentos.

Esse percurso tem sido percorrido por alguns dos principais laboratórios do mundo. A Novartis, assegura, tem feito esforços para atingir esse caminho mais rápido.

A repórter viajou a convite da Novartis

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Sanofi oferece US$ 18 bi por Genzyme -


Reuters, de Filadélfia e Paris
30/08/2010
  
A farmacêutica francesa Sanofi-Aventis anunciou ontem que fez uma oferta hostil de US$ 18,5 bilhões pela companhia americana de biotecnologia Genzyme. A empresa vinha desde 29 de julho tentando negociar com a americana, conforme um comunicado publicado ontem. Mas como a Genzyme estava se recusando a discutir o assunto, a Sanofi se decidiu pela oferta hostil.

O presidente-executivo da Sanofi, Chris Viehbacher enviou ontem uma carta considerada um "abraço de urso" ao diretor executivo da Genzyme, Henri Termeer. Na carta, ele reitera a proposta feita inicialmente à empresa americana. "Preferimos trabalhar juntos com o senhor e com o conselho da Genzyme afim de chegar a uma transação mútua e de comum acordo", escreveu Viehbacher a Termeer. "Mas sua contínua recusa em estabelecer uma construtiva discussão servirá apenas para fazer seus acionistas demorarem mais para receber o valor substancial representado por nossa oferta em dinheiro", prosseguiu.

No comunicado divulgado ontem, a Sanofi-Aventis esclareceu que tornou público "o conteúdo da carta no intuito de colocar os acionistas da Genzyme's a par do significativo valor do negócio para os investidores e da inerente adequação estratégica das duas companhias." Os acionistas da Genzyme, segundo Sanofi, receberiam US$ 69 por ação, o que equivale a um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis da companhia norte-americana de US$ 49,86.

De acordo com analistas consultados pela Sanofi, a oferta representa 36 vezes os lucros da Genzyme em 2010 por ação e 20 vezes os resultados de 2011, acrescentou a empresa francesa. "O preço da oferta leva em conta a potencial alta na esperada recuperação do rendimento da Genzyme em 2011", completou o comunicado, acrescentando que já há um financiamento garantido para a realização da oferta.

"Para completar esta transação, estamos preparados para analisar todas as alternativas" , disse Viehbacher, em teleconferência realizada ontem à tarde.

Desde que o executivo deixou a GlaxoSmithKline e assumiu a direção da Sanofi-Aventis em dezembro de 2008, o laboratório francês já fechou cerca de 50 aquisições ou parcerias com companhias pequenas e médias.

Segundo analistas do mercado de fármacos, a compra da Genzyme impulsionaria o lucro da Sanofi-Aventis, uma vez que ajudaria a empresa a diversificar ainda mais sua gama de produtos.

A estratégia da Sanofi é ser menos dependente de medicamentos populares protegidos por patentes como, como Plavix, usado para prevenir coágulos tanto por pacientes cardíacos ou que sofrem de acidente vascular cerebral (AVC). A ideia é investir mais em outras área, como a produção de vacinas, produtos para diabetes, medicamentos vendidos, drogas para novos tratamentos e também dar mais atenção a mercados emergentes. Os maiores acionistas da Sanofi, com sede em Paris, são a multinacional de cosméticos L ' Oréal e a petrolífera Total.

A Genzyme é a quarta maior do segmento de biotecnologia no mundo e a maior fabricante global de drogas contra a doença de Gaucher e Fabry, um mal genético e progressivo caracterizado pela deficiência de uma ou mais enzimas. A farmacêutica americana havia anunciado em junho que definiria até o final do ano a instalação de uma fábrica própria no Brasil, por meio da aquisição de um laboratório de pequeno a médio porte. Com Bloomberg
 

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